Coronas Temple

O surgimento das trevas

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O surgimento das trevas

Mensagem por Pujol em Qua Abr 17, 2013 10:14 am

"Nem todas as histórias começam felizes, nem todas terminam com finais felizes, as verdadeiras histórias tendem a começar mal e a terminar com o final triste."

Pujol: Estás são as palavras que meu pai me deixou naquele dia, o dia em que os cavaleiros de Atena destruíram a cidade em que vivíamos e quando pensei que tudo tinha acabado um enviado de Hades me salvou.



Pujol: Hoje sou um dos juízes do meikai, vivo e respiro por Hades, considero Hades como meu irmão e por isso viverei e morreria por ele sem pensar.



Pujol: Voltaremos quinze anos atrás, lhes contarei minha história, mas antes roubarei a fala de um conhecido e possível amigo, girando e girando para dentro deste turbilhão de caos que foi minha vida anterior. Bem vindos ao meu pesadelo.


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Foi em dois mil e dez, eu tinha apenas cinco anos.



Meus país, eu e meu irmãozinho morávamos nessa cidade a cerca de dois anos, viemos da Inglaterra, recebemos um chamado de Atena, ao qual atendemos de antemão.

Largamos tudo, escola, amigos, luxos como energia elétrica e internet, meu pai era médico e minha mãe uma dona de casa, eu e meu irmão não sabíamos do que estava acontecendo lá e o que foi que aconteceu para a mudança, mas como eram nossos país pensamos que seria o melhor.

Ao chegar descobrimos o porque que Atena chamou meus país, os dois iriam ajudar nas tarefas do santuário e a cuidar dos feridos, enquanto eu e meu irmão ficávamos em casa.

Desde que chegamos lá meu pai contava histórias sobre os cavaleiros, seus inimigos e seus feitos, naquela época não sabia oque os cavaleiros poderiam fazer.

Um ano havia se passado e eu não ficava mais em casa, embora fosse uma criança corria atrás dos aspirantes a cavaleiros para ver seus treinos, sempre me escondia entre árvores, pedras ou até em rios, consegui ver oque eles faziam e em algum ponto que não lembro mais senti o universo que tinha dentro de mim.

Comecei a tentar explodir esse universo, aos poucos aprendi a usar ele, mas era algo mínimo. Meu pai estava orgulhoso, minha mãe estava com medo, pois via no final que muitos aspirantes acabavam morrendo e meu irmão, agora com dez se tornava um aspirante a cavaleiro.

Seis anos de diferença era oque nos separava, mas aquilo, bem aquilo nos ligou ainda mais. Ele mal acreditava que eu conseguia sentir o cosmo com tão pouca idade e eu não acreditava que ele se tornaria um cavaleiro.

Quando meu irmão foi para o treinamento, minha mãe adotou uma garota, ela tinha a minha idade, não demorei a tratar ela como se fosse minha irmã, ela demonstrava que tinha medo de mim, não sabíamos o motivo, mas nos foi informado que ela podia ver além do corpo, o futuro e o passado de uma alma, sempre ficava com medo de ficar perto de mim, mesmo que eu a tratasse bem.

Um dia meu irmão voltou pra casa, seus treinos haviam sido recompensados, se tornou um cavaleiro de bronze e a garotinha, bem ela sentia algo de bom vindo do meu irmão, proporcional ao que ela via de ruim em mim, confesso me irritava com isso, mas me falava “menos um pra me preocupar”.

É sonhos são bonitos na infância, mas na realidade tudo despenca em algum momento e esse momento foi logo depois que fiz cinco anos.

Alguns cavaleiros de prata e de bronze chegaram à pequena cidade, pensamos que eles iriam nos proteger da guerra que estava para acontecer, de fato foi oque pareceu nos primeiros dias.

Mas se passou algumas semanas e os cavaleiros começavam a cobrar dos camponeses pela sua proteção e estadia na cidade, ninguém ali possuía bens valiosos ou dinheiro, então eles começaram a abusar das pessoas que viviam ali, primeiramente surravam os homens e depois pegavam as mulheres para saciar suas fantasias e desejos, minha mãe sempre se escondeu me escondendo com ela, junto da garotinha, mas um dia o esconderijo falhou.

A garota entrou em pânico, pois não queria ficar perto de mim e acabou gritando, não preciso falar que nos descobriram e que fomos pegos, levados para o centro da vila, queriam mostrar oque aconteceria a todos que não seguissem as regras deles, bem meu irmão mostrou sua coragem como cavaleiro de bronze, mas não estamos em um conto de fadas, ele derrotou um cavaleiro de bronze, talvez o mais fraco do grupo, mas logo foi atingido em seu peito por um prateado, sua morte foi lastimável, sangrando até morrer.

Ficamos olhando enquanto falavam que aquilo iria acontecer a todos que tentassem se rebelar, mas uma guerra já estava em curso e alguns deuses agiam pelas sombras, colecionando futuros humanos que poderiam ajuda-los, este foi meu caso. Enquanto eles se preparavam para nos executar uma presença sombria, apareceu, ele era alto e tinha o cabelo prateado, além de um pentagrama em sua testa, seu nome era Thanatos, deus da morte, ele destruiu tudo que havia naquela vila, apenas eu e a garotinha havíamos sobrevivido, ela correu de medo do deus, mas ele não deu bola pra ela por algum motivo, apenas se preparou para me matar e notou algo em mim.

Thanatos: Você não recuou pequeno, vejo algo diferente em você.

Pujol: Não tenho nada, não posso mais recuar, morrerei como meu irmão.

Thanatos: Então aceite a segunda vida que Hades-sama lhe deu, pois ele é o meu mestre e o senhor do submundo, ele irá cuidar daqueles que o seguem.

Pujol: Hades, senhor do submundo.

Thanatos: Vejo que aceitou está vida, então se prepare o dia chegará e você será membro do exército do submundo.

Thanatos desaparece, não era do feitio dele fazer oque seu irmão Hypnos fez com Henrique, salvar o humano até era concebível, mas levar ele ao meikai jamais, o deixaria para que aprendesse sozinho a controlar seu poder e a despertar sua estrela maligna.

Pujol olha ao redor e vê seus parentes mortos, a vila destruída e quase todos os cavaleiros mortos, um estava vivo, oque seu irmão havia derrotado, mas estava muito ferido, a criança se aproxima dele.

Cavaleiro: Pivete me ajude aqui, não quero morrer.

Pujol: Tudo isso é culpa de vocês e de Atena.

Cavaleiro: Pivete maldito, você não terá a chance que teve agora, Thanatos não estará aqui.

Andei em direção ao cavaleiro caído, ele estava com um ferimento em seu peito que era letal, olhava a arrogância dele e ficava puto com oque ele fez com minha família.

Pujol: Você me matar? Irei te arrancar a cabeça pelo que fizeram.

Pujol parte em direção ao cavaleiro, a raiva havia despertado seu cosmo, conseguia controlar ele, talvez chegasse ao perto do poder de um santo de prata.

Pujol para diante do cavaleiro e posiciona a mão para dar o golpe que arrancaria a cabeça do mesmo.

Cavaleiro: Maldito de onde tirou esse cosmo?

Enquanto isso a garotinha olhava os acontecimentos atrás de uma arvore, estava assustada, havia ouvido oque o Deus falou e notou que o garoto era tudo oque ela temia e se apavorava, decidiu naquele momento que deveria matar o garoto por Atena, mas não tinha esse poder agora, ela se embrenha na mata e foge para não ver a cena.

Enquanto isso eu desci meu punho em direção a garganta do cavaleiro, ele não teve como se defender, apenas arranquei sua cabeça e ele não teve palavras.

A partir desse momento decidi que viveria por quem me deu a segunda vida, consideraria ele como sendo minha única família, me tornaria forte para ser sua arma, me tornaria resistente para ser seu escudo, me tornaria as trevas para fazer o trabalho sujo.

Parti antes que os soldados de Atena chegassem, não teria como derrotar muitos, não controlava totalmente meu cosmo, fui em direção a uma cidade maior para tentar sobreviver e treinar.
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