Coronas Temple

Gaiden - A Ordem dos Cavaleiros de Atena

Ir em baixo

Gaiden - A Ordem dos Cavaleiros de Atena

Mensagem por Malakh em Sab Ago 01, 2015 9:42 pm

Santuário de Atena, Século XIII


Era final da tarde e o céu sob o Santuário começava a se tingir de uma cor púrpura alaranjada, depois de uma longa batalha que durara o dia inteiro, a noite finalmente vencia o dia.

O Cavaleiro de Ouro de Leão marchava pelos arredores da entrada do Santuário. Como de costume, ele vigiava e protegia aquele sagrado território como um imponente leão, fazendo jus à sua constelação protetora.

Este início de noite, no entanto, não tinha nada de costumeiro, ao contrário, apresentava algo sinistro em seu ar. O Cavaleiro de Leão, alerta, detectou uma estranha presença e tentou localizá-la visualmente sua origem, sem sucesso.

Em um piscar de olhos, uma rápida luz passou por ele, que logo pôs a persegui-la em igual velocidade.


A luz percorreu o caminho até o pátio, onde revelou ser uma cópia exata do Cavaleiro de Leão, inclusive trajando sua armadura.


Uma explosão luminosa tomou conta e a cópia havia sumido, no entanto, logo uma comoção começou no local. O Cavaleiro de Leão estava diante do corpo do auxiliar do Grande Mestre, que andava pelo pátio naquele momento.

- O Auxiliar do Grande Mestre foi assassinado! O Cavaleiro de Ouro o assassinou! – gritou uma das testemunhas.


O Cavaleiro estava perplexo, não apenas com o brutal assassinato de uma figura tão importante dentro do Santuário, mas também pelo fato de que sua cópia tendo sumido, ele ficaria como o responsável pelo crime horrível que presenciara.


Ele não resistiu quando os soldados do Santuário efetuaram sua prisão, afinal isto apenas agravaria a situação.


-------------
Já na masmorra, o Cavaleiro de Leão começou a ser interrogado por Tantalus, o Cavaleiro de Escorpião, que, encarregado geralmente de extrair informação dos inimigos, desta vez se via em posição de fazer o mesmo a um companheiro.


- Você cometeu um crime muito grave, Baz! Arrependa-se, diga-me o motivo por trás disto e poupe-me de arrancar isto de você com minhas agulhas!




- Sou um cavaleiro honroso, sabes muito bem que jamais faria algo assim! Havia alguém igual a mim, usando outra armadura de ouro... – explicava quando foi interrompido.





- Outra armadura de leão? Espera que eu acredite nessa asneira?


- Sob as ordens de quem você matou o auxiliar do Grande Mestre?! Fale agora!

AGULHA ESCARLATE!



-------------

No Salão do Grande Mestre, iniciava-se o julgamento do Cavaleiro de Leão.
O Grande Mestre estava sentado em seu trono e a frente dele, diagonalmente se postavam também sentados junto a uma grande mesa os Cavaleiros de Libra à esquerda do Grande Mestre e o de Virgem à direita.




O Salão estava cheio de espectadores, em sua maioria cavaleiros e também havia pelo menos um representante de cada patente ou grupo de soldados ou trabalhadores do Santuário, a fim de dar a maior publicidade possível ao resultado do julgamento.

O relatório do interrogador foi ouvido, afirmando que o Cavaleiro de Leão, mesmo após receber todas as Agulhas Escarlates, insistiu não ser o responsável pela morte e nada revelou a respeito de um motivo para o acontecido.


Após a oitiva de todas as testemunhas as quais descreveram ter visto um grande clarão e Basileus em frente ao corpo logo após, o mesmo foi chamado pelo Cavaleiro de Libra, o qual conduzia o julgamento.

- Basileus de Leão, o senhor é acusado de ter assassinado o Auxiliar Alnair. O que o senhor tem a dizer em sua defesa? – questionou o Midas de Libra.


Basileus novamente descreveu tudo o que presenciou envolvendo sua cópia e palavra voltou ao Cavaleiro de Libra.


- Tendo em vista de que o corpo do Auxiliar foi encontrado com um profundo ferimento típico resultado de um golpe como o seu Cápsula do Poder e que não só avistaram o senhor próximo ao corpo após o clarão, mas também Cavaleiros de Prata, que possuem a velocidade próximas aos de Ouro afirmam que o viram disparar tal golpe que gerou a explosão luminosa...

- Considerando que é impossível que haja duas armaduras de ouro de Leão, muito menos que repliquem sua velocidade, técnica e aparência de tal maneira...
- Eu o declaro CULPADO.



O Conselho de Sentença, composto pelos Cavaleiros de Libra e Virgem agora tinha um dos seus votos expostos e então passou-se ao próximo.

- É preciso grande força de vontade para resistir a todas as Agulhas Escarlates e não cair na loucura ou na morte. Basileus demonstrou-se firme em sua versão da história desde o princípio e analisando a diferença das velocidades entre um Cavaleiro de Prata e um de Ouro, é perfeitamente possível que a cópia alegada por ele tenha atacado e saído de vista de forma tão rápida que para quem observou, mesmo de patente Prata, tenha pensado tratar-se de um só indivíduo. – falou o Karma de Virgem.

- Considero inconclusivas as provas alegadas e, portanto, o declaro INOCENTE.



A decisão do Cavaleiro de Virgem causou um pouco de desordem e descontentamento entre os espectadores, mas que foi logo cessada por um gesto com a mão do Cavaleiro de Libra, que tornou a falar.

- Com a falta de unanimidade entre o Conselho de Sentença, o voto decisivo fica a cargo do Representante de Atena, o Grande Mestre do Santuário.



O Grande Mestre ergueu-se de trono e esticou seu punho a sua frente com o polegar estendido e lentamente o virou para baixo.


O Cavaleiro de Libra prontamente se levantou e pronunciou:

- O Conselho declarou Basileus de Leão culpado! A fim de retomar o equilíbrio da balança da justiça a pena será de execução marcada para amanhã.


A multidão comemorava como se fosse uma vitória e um inferno gritante tomava conta de Basileus, apesar de estar calado e não transparecer seu desespero interior.


------------
No outro dia, no Coliseu do Santuário, acima de um tablado de madeira montado em seu centro, Basileus encontrava-se de joelhos com a cabeça posicionada sobre um bloco.

Nashira de Capricórnio, seu executor, estava com sua mão estendida para o alto, prestes a utilizar sua Excalibur para decapitar o Cavaleiro de Leão.
 



Última edição por Malakh em Dom Out 08, 2017 5:29 pm, editado 5 vez(es)
avatar
Malakh
Garanhão Coronas
Garanhão Coronas

Mensagens : 438
Cosmos : 1652
Data de inscrição : 28/07/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gaiden - A Ordem dos Cavaleiros de Atena

Mensagem por Pujol em Seg Ago 03, 2015 10:32 am

Enquanto o réu e seu executor estavam no centro do Coliseu, uma pequena multidão começava a se aglomerarem no local, em um lado apenas cidadãos normais, do outro cavaleiros de Bronze, Prata e os dez dourados.



Os cidadãos estavam eufóricos, sedentos por justiça, enquanto que logo ao lado os demais cavaleiros estavam apreensivos, em especial os cavaleiros de ouro que ali viam a morte de um companheiro pelas mãos de outro, porém dois se mantinham com pensamentos além, o cavaleiro de Virgem que notava que o leonino não havia mentindo em seu interrogatório e o pisciano que havia dado um depoimento a favor do leonino.


O pisciano começara a fechar seus olhos lembrando do que acontecerá nos dias anteriores.


-------------------------------------------------------------------------------------------------


Dois dias atrás, na prisão do santuário, logo após o cavaleiro de escorpião devolver o então detento Basileus em frangalhos para sua cela, após um interrogatório severo, uma nova figura troca de posto com o mesmo.



Basileus... Embora pareça uma ironia, vou cuidar destas feridas. Falava sentindo um misto de estranheza e desgosto em sua mente.



Basileus permanecia calado, mesmo após escutar as palavras do pisciano.

Alguns minutos se passaram, as feridas do cavaleiro estavam cobertas de plantas, que pareciam sugar o sangue envenenado pelo golpe do escorpião enquanto fechava os pontos abertos do corpo do cavaleiro.

Vou ser franco com você, eu pude sentir o cosmo da cópia que matou o assistente do mestre. Falava com o cavaleiro de leão diretamente pelas plantas, que levavam o cosmo do pisciano ao subconsciente do leonino.



No momento em que o leonino tentou expressar alguma reação o pisciano o repreendeu com a mão, fazendo com que o mesmo continue sentado.



Não tente fazer qualquer esforço, essa cela é vigiada por um cavaleiro que pode ler mentes, por isso estou me comunicando através das plantas, tente mandar seu cosmo para elas em forma de mensagens, por que sou o único que tem qualquer poder sobre elas. Falava de forma enfática.



Basileus logo pensava no cavaleiro de Prata.



O cavaleiro de leão logo se perdia nos pensamentos do dia fatídico caindo em um breve desespero, porém recuperava sua vontade de viver ao lembrar das palavras do pisciano e começara a tentar formular mensagens com seu cosmo, sem que elas passassem por sua mente, ficando visivelmente irritado.



Existe outra alternativa... Se você não consegue do modo mais fácil pode congestionar sua mente, com uma quantidade gigantesca de pensamentos, mas tenha em mente que gigantesco é algo muito além de uma grande quantidade, só me responda quando conseguir fazer isso. Mantinha sua mente limpa enquanto mandava mensagens pequenas as flores, que as repassavam diretamente a região mais profunda e inacessível do cérebro do cavaleiro.



Alguns segundos depois do cavaleiro de peixes repassar sua mensagem ele começa a se comunicar com o carcereiro da sela, para manter as aparências, porém ele logo percebe um pensamento de resposta do cavaleiro de leão e fica surpreso.

Conseguiu transformar sua mente em um caos completo mais rápido do que imaginei, porém isso deve causar alguma dor a uma mente tão regrada e cheia de ordem como a sua. Transmitia sua mensagem ao mesmo.



Você realmente notou a cópia? Transmitia a mensagem com uma aparência de desconforto.



Esqueceu que cada um de nós tem um trabalho, uma obrigação com o santuário? Minha obrigação é com a agricultura e a pecuária desse local e no dia do acontecido fui pessoalmente garantir que as plantações cresçam, dando um pouco de meu cosmo a elas. Mantinha o mesmo cuidado de esconder a mensagem nos locais mais obscuros do caos que a mente do leão se tornará, notando que o mesmo começara a se agitar por conta desse estratagema.



Se eu continuar com isso vou ficar louco. Falava rapidamente, interrompendo o cavaleiro.



Este é meu ultimo recado, vou depor a teu favor amanhã, mas saiba que não pude ver a cópia, apenas senti o cosmo estranho que você perseguia e pelo que noto ele não queria ser percebido, pois usou uma parte ínfima do mesmo, ficando quase imperceptível, penso que se o virginiano estivesse fora da casa dele poderia ter notado, mas como sabemos ele só sai em poucas ocasiões, graças aos afazeres dele. Falava com tranquilidade.



Obrigado por tudo. Falava sem conseguir manter o caos em sua mente, sendo percebível pelo cavaleiro que o vigiava.



O pisciano logo saia da cela, levando consigo as plantas que recobriam os ferimentos, agora curados, do prisioneiro em um balde, que deixara ao lado da porta de saída.

Eros poderia vir aqui? Falava de forma respeitosa.



O cavaleiro de ouro saia da prisão e logo olhava para direita, vendo o responsável pelo cárcere.

O que aconteceu Asterion? Falava calmamente, enquanto mantinha um olho sobre o cavaleiro.




Não conseguir ler sua mente não é novidade senhor, mas peço que tenha cuidado enquanto estejas perto do leão, por pouco tempo a mente dele ficou repleta de pensamentos confusos e memórias diferentes, não pude se quer entender o que acontecia e não me arrisquei a permanecer naquela loucura, apenas pude notar que ele lhe agradeceu, penso ser pelos curativos. Falava apressadamente se recuperando do choque mental que sofrerá enquanto estava dentro da mente do leonino.




E? Respondia de forma sucinta ao companheiro, enquanto se virava para ele.



Senhor? Demonstrava insegurança ao responder, enquanto o dourado lhe encarava.




A quanto tempo eu trabalho nessa posição, Asterion? Alguma vez fui descuidado? Em algum momento fiquei sem ter o controle total da situação? Respondia em um tom que assustava o prateado, que normalmente evitava de falar com alguns cavaleiros de ouro por receio.



Isso não acontecerá novamente. Falava de forma rápida para remediar a situação rapidamente.



Tanto faz, apenas lembre-se que eu não me meto em seu trabalho, então faça o mesmo... A propósito tome cuidado com as plantas que estão dentro do balde, elas gostam de sangue e sugiro que você não tenha qualquer ferida quando se aproximar delas, pois sou o único que consegue controlar a fome insaciável delas e o veneno que elas injetam ao penetrar em um corpo, que por sinal ficara adormecido por algumas horas enquanto ela suga todos seus fluídos. Falava alertando o cavaleiro, com um tom assustador.



Tomarei cuidado senhor. Falava com receio de entrar na prisão e com um receio ainda maior de entrar na mente do pisciano.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Ao abrir os olhos o pisciano se via ainda na execução do cavaleiro que aguardava a chegada de Athena para ser iniciada.





Você também acredita que ele não é culpado? Pensava enquanto olhava para o virginiano, sempre mantendo seus pensamentos escondidos sob uma névoa fúnebre em sua mente.

Ao olhar uma vez mais o espetáculo que a execução se tornará o mesmo resolve fechar seus olhos uma vez mais, enquanto começara a centralizar suas memórias em suas rosas, para esconder suas memórias.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Minutos antes do julgamento do cavaleiro de leão, a única testemunha que viria a depor a favor do cavaleiro começa a explicar o que sabia.

Senhores, como bem sabem sou responsável pela agricultura desta terra, deste modo saio ao entardecer para verificar cada propriedade que foi semeada, bem como trato delas para que as mesmas cresçam firmes e fortes o suficiente para aguentarem nosso clima. Falava de forma respeitosa, perante os cavaleiros de Libra e virgem, bem como do Grande Mestre.



Prossiga.



Enquanto nutro as plantações e a terra com meu cosmo, acabo por me conectar a vegetação do santuário, isto aumenta minha percepção a outro nível, de forma que posso notar a existência do menor cosmo do santuário, ou seja as vidas que estão no ventre de mulheres e animais. Falava calmamente aos membros do júri.



Deverás, esse dom seja muito útil, não? Falava enquanto olhava para o virginiano.




Sim é muito útil... Mas eu e o mestre, já sabíamos desse dom e de sua capacidade, tanto que pedimos para o mesmo manter em segredo e usa-lo em casos eventuais para aumentar a vigília do santuário. Falava de forma calma enquanto o mestre se mantinha calado, apenas fazendo um sinal afirmativo com a mão.



Entendo, então me explique Eros como este dom funciona. Falava com curiosidade.



É muito simples, ao contrário de nós humanos, o planeta é generoso consigo mesmo e tenta dividir seu alimento igualmente com as plantas que existem na região, por causa disso tenho que usar uma quantidade considerável de cosmo para tratar as plantações e cuidar para que a terra não leve meu cosmo em grandes quantidades a outras plantas, acontece que não consigo impedir que uma parte escape e meu cosmo acaba por se conectar a todas plantas e vegetais do santuário.



Entendo, dessa forma o campo de abrangência do seu cosmo para detectar outros aumenta a cada pouco de vegetação que seu cosmo alimenta, isso é útil, mas nos diga o que viste com este dom? Falava como se estivesse intrigado.



Eu vi uma centelha de cosmo de cosmo diferente dos demais, algo sombrio, mas que poucos seriam capazes de notar, está centelha se movia na velocidade da luz e se dirigia para perto das doze casas. Falava quando era interrompido pelo cavaleiro de virgem.



E qual medida você tomou ao notar tal cosmo?



Nenhuma, apenas o vigiei. Respondia calmamente.



E por que não fizeste nada, Eros? Falava enquanto os outros membros do júri apenas observam.



Embora tenha notado tal centelha, pude verificar também que nosso amigo, Basileus, já estava perseguindo está e não vi qualquer necessidade de uma intervenção, pois tenho uma posição bem explicita quanto ao trabalho de cada um, e ainda tinha que continuar com o meu próprio trabalho, afinal temos muitas bocas para alimentar no Santuário. Falava calmamente aos três, embora suas palavras parecessem ríspidas.



Logo voltei a cuidar das plantações, quando notei que essa fagulha ia em direção as doze casas, nesse momento pensei seriamente em intervir, já que nosso colega não havia alcançado a mesma, porém ela desapareceu junto ao cosmo do auxiliar do Grande Mestre e embora a mesma estivesse em uma área rodeada de cidadãos e cavaleiros, não creio que os mesmos puderam notar ela, afinal poucos tem o sétimo sentido desperto. Continuava seu depoimento.



O cavaleiro de libra que se mantinha calado desde então fez um sinal com a mão, para que o depoente deixasse o local, assim como fizera com os demais, mostrando certa relutância em acreditar que algo desse tipo pudera acontecer.

No mesmo dia após o julgamento o cavaleiro de peixes foi incumbido de verificar se o prisioneiro estava bem de saúde e fisicamente, embora fosse estranho, era um procedimento normal entre os governos e o mesmo seguiu diretamente para prisão.

 Basileus, me desculpe a ironia, mas devo verificar se estás bem de saúde para amanhã. Adentrava a cela com um leve sorriso.



O leonino se manteve calado, enquanto o pisciano andava em sua direção, fazendo com que algumas ervas crescessem em sua mão e as jogava sobre o prisioneiro, as mesmas se remexiam cobrindo parte do corpo do leonino.

No final minha palavra não valeu de nada, então tenho uma pergunta simples... Você quer viver? acene com a cabeça se sim. Utilizava uma vez mais o truque das plantas, enganando uma vez mais o carcereiro que só conseguia ler o sim na mente do cavaleiro, deixando o mesmo com muita margem de interpretação, mas nada de concreto.



O leonino acena com a cabeça, enquanto tenta criar o caos em sua mente, do mesmo modo como fizera na vez anterior.


Amanhã durante a execução você terá uma chance de fugir, somente uma, alguém tentará impedir sua fuga então o ataque com todo poder que tiver e fuja.
Mantinha o mesmo método de mensagem.



Por que você está me ajudando? Lançava um pensamento no canto mais obscurecido de sua mente, sendo resgatado quase que instantaneamente pelas ervas do pisciano.



O cavaleiro de cães de caça notará a súbita diferença no consciente do leonino, um ambiente calmo e regrado que logo se tornará caótico e que deixava transparecer um sentimento de fúria selvagem, decide avisar o pisciano telepaticamente.

Senhor Eros, cuidado com ele, penso que ele pode atacar a qualquer momento. Transmitia sua mensagem ao cavaleiro de ouro.



Não se preocupe, Asterion, ele não conseguiria levantar um punho, mesmo se quisesse. Respondia em voz alta, para que o prateado escutasse de forma bem clara.



O pisciano logo volta sua atenção ao leonino.

Quem fez isso com você pode tentar fazer isso com qualquer cavaleiro de ouro e não pretendo que isso acabe amanhã com sua morte, um ultimo aviso, quando Athena entrar no coliseu, não respire ou pelo menos o faça minimamente. Mantinha uma postura séria enquanto transmitia a mensagem ao cavaleiro.



O pisciano logo recolhe as ervas que estavam sob o corpo do leonino, as mesmas já haviam se tornado vinhas, deixando as mesmas dentro de um balde e solicitando ao prateado que elimine as mesmas.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Ao ver que Athena chegará ao coliseu, o cavaleiro começara a ativar uma pequena substancia que existia em algumas plantas que existiam ao redor do santuário, fazendo com que as mesmas fossem exaladas em quantidades mínimas no ar, imperceptíveis aos demais.



Pouco a pouco a substância se espalhava pelo ar, seguindo com o vento para o coliseu, enquanto o Grande Mestre caminhava para perto do local de execução para fazer um discurso, como sempre foi feito em execuções de criminosos perigosos.



O pisciano logo pode notar que o ar estava completamente tomado da substancia, que começara a agir sobre os que ali estavam presente, tal substância causava um efeito de sono em suas vitimas e a dormência no sentido do tato, com grande eficiência.

Ao notar que os aldeões estavam começando a cair num sono profundo o pisciano se levantou e disse.

Protejam Athena!



Ao olhar ao redor o mesmo pode notar que os cavaleiros de bronze e prata haviam caído no sono e que os demais dourados sequer conseguiam manter os olhos abertos, nesse momento o cavaleiro avança, fingindo estar sob um efeito reduzido do ataque que o coliseu sofreu.

Enquanto tentava andar em direção ao solo o pisciano pode notar o cavaleiro de leão se erguendo e quebrando suas amarras rapidamente, desferindo um pequeno ataque para arremessar o capricorniano em direção a parede, nesse momento o cavaleiro exclama.

Basileus você não sairá daqui vivo! Falava demonstrando certa raiva.



O leonino que estava livre e que conseguirá se manter de pé sem qualquer dificuldade se colocou na mesma direção do pisciano.

Tente. Falava entendendo a situação e o que deveria fazer para fugir e não desgraçar a vida do colega.



O pisciano logo parte para o ataque, mantendo uma movimentação mecânica, como se seus músculos estivessem adormecidos, desfere uma rajada de cosmo, que parecia mais fraca que seus ataques normais, o leonino apenas o olhou com pesar e com ressentimento sobre o que faria lançou um dos golpes mais poderosos de sua constelação a cápsula do poder.




O choque dos ataques não chega nem ao menos a criar um impasse, pois a diferença de cosmo colocada em cada golpe era gigantesca, fazendo com que os dois se voltassem contra o cavaleiro de peixes que logo receberá os ataques diretamente e é arremessado para trás em direção aos assentos do coliseu.



Merda. Falava cuspindo sangue, enquanto os demais cavaleiros sequer conseguiam entender o que acontecerá.



O pisciano desmaiava após o golpe, visto o ferimento que havia transpassado sua armadura de ouro, já o leonino virá sua chance de fuga assim como fora prometido pelo pisciano e sem desperdiçar a chance que lhe fora dada começa sua fuga.




Alguns minutos haviam se passado no santuário e Athena começara a recuperar seus movimentos graças a seu magnifico cosmo, decidindo ir para o local onde o pisciano cairá para verificar se o mesmo sobreviveu ao ataque do leonino... Ao encontrar o cavaleiro a Deusa nota que ele ainda estava desacordado, porém este utilizou uma pequena vinha antes de desmaiar para começar a curar suas feridas.




Última edição por Pujol em Dom Out 08, 2017 7:58 pm, editado 1 vez(es)
avatar
Pujol
CEO Empalador
CEO Empalador

Mensagens : 1249
Cosmos : 20006136
Data de inscrição : 16/02/2013
Idade : 25
Localização : 4ª Esfera: Giudecca

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gaiden - A Ordem dos Cavaleiros de Atena

Mensagem por Malakh em Dom Out 08, 2017 4:48 pm

Passada a confusão ocorrida na execução fracassada, Marcha da Morte de Câncer preparava o corpo do auxiliar Alnair para enterrá-lo.

Foi ele quem fez a autópsia que constatou o tipo de golpe que culminou no óbito do auxiliar do Grande Mestre. Além das testemunhas, a autópsia também apontava para a autoria de Baz. As provas eram contundentes.



Na Casa de Câncer, o corpo de Alnair, agora trajado com as vestes cerimoniais de alguém de sua patente, encontrava-se sobre um altar, Marcha da Morte vasculhava o defunto atrás de joias e as subtraia uma por uma para depois guardá-las em uma bolsa.


-Alguma recompensa eu tenho de receber para prestar esse serviço que ninguém quer, não é mesmo? Quando é uma moçoila bonita eu também aproveito, mas de outra forma... HAHAHA! – falava consigo mesmo em sua sombria e gelada casa zodiacal.


Após, colocou o corpo em um caixão e fechou-o. Em seguida ergueu o caixão e passou a carregá-lo sobre o ombro direito.

- Desgraça de caixão pesado... O infeliz comia bem lá em cima. Nunca me chamou para saborear um banquete desses, né, maldito?


Ao sair da Casa, Marcha da Morte logo avistou seu subordinado Edgar de Corvo o aguardando.

- Edgar! Que bom que estás aí! Tome, carregue isto para mim. – disse lhe passando o caixão.

- Certamente, mestre Deathmarch.

Os dois se dirigiram ao cemitério do Santuário, onde já havia uma cova aberta pronta para o enterro acontecer.

Por ordem de seu mestre, o Cavaleiro de Corvo colocou o caixão dentro da cova e cobriu-o de terra.

- Algum sinal do nosso foragido? – perguntou Marcha da Morte assim que Edgar terminou de enterrar o caixão.

- Não, mestre. Meus corvos não encontraram nenhum cavaleiro na região, apesar dos meus esforços.

- Avise o Grande Mestre. Ele provavelmente irá querer encontrar Baz por outros meios, se é que me entende. – ordenou, pelo que Edgar assentiu e prontamente se dirigiu ao Salão Papal.

- Algo não cheira bem nessa história toda. Quem será que te matou, Alnair? Será que mesmo você poderia dizer?



Marcha da Morte então retirou sua armadura e deitou sobre o amontoado de terra que perfazia a cova recém-feita de Alnair. Ali caiu num mórbido sono profundo.


----------------------
Baz de Leão já estava bem longe do Santuário da Grécia. No momento ele viajava pelo Mar do Caribe atrás da famigerada Ilha do Espectro.

Parecia que finalmente havia a encontrado. Era uma ilha cujo terreno apresentava o formato de uma caveira.


Assim que chegou, Baz foi prontamente atacado por guardas. Ninguém era bem-vindo naquele lugar, nem mesmo davam-se ao trabalho de questionar as razões do intruso. Apenas a morte era oferecida a quem se atrevesse a ingressar na ilha sem ser convidado.



O Cavaleiro de Leão nocauteou todos os seus agressores com o cuidado de não matá-los.

Com o insucesso dos guardas, logo surgiu alguém mais poderoso para enfrentá-lo. Era uma amazona.

- Eu não vim para brigar! Só preciso falar com Constantino! – bradou o leonino.

Sem se importar com as súplicas de Baz, a amazona partia para o ataque, quando repentinamente parou no meio do trajeto.

- Aparentemente ele quer falar com você também... Seu dia de sorte.



Baz seguiu a amazona até o castelo da ilha, no qual ele esperava encontrar o homem que procurava. O único que poderia ajudá-lo naquela situação.

Constantino era o cavaleiro de Gêmeos e o bibliotecário do Santuário. Alguém muito sábio e muito respeitado.


Todavia, sua avidez pelo conhecimento levou-o a invadir a Biblioteca Proibida de Star Hill e ler o tomo secreto do Satã Imperial. Isto fez com que ele fosse banido para sempre do Santuário.

Constantino, no entanto, não saiu sozinho. Ao longo dos anos, com todo o seu carisma e sabedoria, acumulou um grande número de seguidores, os quais eventualmente fugiram do Santuário e se assentaram na Ilha do Espectro. 

Formou-se uma espécie de culto em volta da figura do ex-cavaleiro de Gêmeos, ele era venerado por todos lá como um ser divino.

No alto do castelo, Constantino aguardava o Leonino.


- Basileus de Leão... Confesso que estou deveras curioso para saber o motivo de alguém tão disciplinado vir até aqui na terra dos renegados.

- Alnair foi assassinado e eu estou sendo acusado injustamente de ter sido o responsável. Acabei de fugir da minha execução. Não tenho mais a quem recorrer para comprovar minha inocência.

- Alnair? Uma pena, ele era um homem sereno.

- Por que pensam que tu foste o assassino dele?

- Porque o assassino era como uma cópia de mim mesmo. Sua aparência e armadura eram iguais as minhas, até a técnica que ele usou para matar Alnair. Eu presenciei isto, mas o Santuário não acredita em mim.

- E nem irão. Jamais. Aquela instituição é inflexível e por vezes isto atrapalha na busca da verdade real.

- Mas eu acredito em você, Baz. Pode ficar aqui conosco, estarás seguro nesta Ilha.

- Não! Há um mal ameaçando o Santuário e essa tragédia foi apenas o começo! Não posso fugir disso e deixar que o Santuário sucumba!

- Ah, Baz... Você nunca muda, sempre pensando nos outros primeiro.

- Muito bem então. Vejamos... – disse retirando alguns livros de uma estante.



- Há diversos relatos históricos de surtos de alucinações, episódios de esquizofrenia coletiva, devaneios que culminam em catástrofes. – explicava enquanto mostrava os eventos nas páginas dos livros.

- Isso acontece de tempos em tempos sem explicação plausível. É como se os deuses estivessem pregando uma peça nos humanos.




- Mas há um padrão que eu notei. Sempre que algo assim ocorre, a Árvore de Lótus floresce num tom vermelho-púrpura. Ela é descrita em todos os acontecimentos desse tipo que se deram no Mediterrâneo.

- Interessante! Talvez lá se encontre a resposta! Onde fica tal árvore? – questiona Baz.



- Fica na Trácia... Mas devo alertá-lo, Baz. Isto deve ser obra de um deus arruaceiro. Interferir nisto provavelmente vai terminar com sua morte.


- Eu já estou morto. O Santuário vai me caçar até me encontrar. Esta é minha única chance.

- Pois bem. Então vamos.

- Vamos?

- Eu irei até a Trácia também. Você achou mesmo que eu perderia a chance de testemunhar algo tão impressionante?

Assim, os dois Cavaleiros de Ouro partiram para aquela região, a qual, por sua proximidade com o Santuário da Grécia, poderia lhes trazer problemas em breve.
avatar
Malakh
Garanhão Coronas
Garanhão Coronas

Mensagens : 438
Cosmos : 1652
Data de inscrição : 28/07/2015

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Gaiden - A Ordem dos Cavaleiros de Atena

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum